Pesquisar este blog

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ATIVIDADE DE GEOGRAFIA 6º ANO ML E CM- PROFESSOR CARLOS EDUARDO

 ATIVIDADE DE GEOGRAFIA -  6º ANO Professor: Carlos Eduardo


A cartografia na história

Desde os primórdios da história humana, os mais diversos povos buscaram representar graficamente o mundo que conheciam, produzindo mapas que eram utilizados para localizar os fenômenos que consideravam importantes.
Os mapas sempre foram uma representação seletiva da realidade. Isso significa que neles são registrados os fatos que interessam, de acordo com a finalidade do mapa e com as características da sociedade que os produziu.
Exemplos:
- Os povos indígenas da América do Norte desenhavam em peles de animais ou em cascas de árvores uma espécie de zoneamento do território no qual viviam, identificando as áreas de pesca, de caça e de coleta de alimentos;
- Os povos nômades que viviam em deslocamento pelo deserto de Saara, como os tuaregues, costumavam gravar nas pedras as suas constantes rotas;
- Os habitantes originais das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, orientavam-se nos mares usando curiosos mapas de bambus, como ilustrado na figura “Réplica dos mapas produzidos pelos nativos das Ilhas Marshall” na página 4 no caderno do aluno. Os nativos levavam essas cartas marinhas, confeccionados com bambus entrecruzados, estendidas em suas embarcações. As varetas representam a direção das ondas nas vizinhanças dos arquipélagos, enquanto as pedras marcavam a posição das ilhas.
Os mapas elaborados pelos povos antigos são diferentes entre si porque eles dispunham de tecnologias e materiais diferentes, e desenhavam mapas com finalidades diversas. Assim, para os povos indígenas da América do Norte, o importante era localizar as reservas de alimento; para os povos nômades, o principal era mapear os deslocamentos pelo deserto e; para os povos do Pacífico, era preciso se orientar pelos mares.
Os povos no passado produziam mapas representando graficamente aquilo que era importante para as atividades que realizavam.

Elementos de um mapa

Os elementos de um mapa são: título, legenda, escala, orientação e fonte. Todos eles ajudam-nos a ler e a compreender as representações que os mapas possuem.

            Esses são elementos obrigatórios de um mapa, embora nem sempre estejam presentes em todos os mapas que vemos por aí. De toda forma, para melhor interpretarmos as informações cartográficas, é preciso conhecer esses instrumentos, procurando saber o que eles são, o que indicam e quais são as suas funções no processo de comunicação, isso porque, os mapas também são formas de linguagem.

            O título do mapa indica o tema ou assunto, bem como informações gerais como localidade, tempo (em caso de mapas históricos ou com precisão temporal necessária), além de qualquer outro tipo de informação que possa ser relevante para a compreensão daquilo que está sendo representado.
            A legenda, por sua vez, é a especificação do significado atribuído aos símbolos presentes nos mapas. Esses podem apresentar-se em forma de ícones, cores, áreas, entre outras formas de representação.
            A escala indica a relação matemática entre o espaço real e a representação desse espaço no mapa. Ela, portanto, aponta a quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para caber no local em que o mapa está representado. 
             A orientação é importante no sentido de apontar a direção do mapa, indicando-nos para que lado fica o norte e, consequentemente, os demais pontos cardeais. Ela pode apresentar-se com uma rosa dos ventos completa ou apenas com uma seta indicando o norte geográfico.
            A fonte deve conter informações que possibilitem ao leitor saber a autoria do mapa, ano de elaboração, editora, data de publicação e página em que foi publicado.

Atividade 7 (Cartografia)

“Copiar todas as questões no caderno e responder. Não é necessário desenhar os mapas.”

1) Para um mapa ser considerado completo é preciso que tenha alguns itens”. Preencha as lacunas abaixo com os nomes corretos de cada item do mapa : (LEGENDA - TÍTULO – FONTE – ESCALA)

a) ____ é responsável por explicar os símbolos e cores existentes no mapa.
b) O item que indica se o mapa foi retirado da internet, Atlas, revista ou livro é a_______________.
c) Para a representação de uma grande área caber num papel, é necessário que seu tamanho real seja reduzido. Quantas vezes ele foi reduzido é mostrado na_________________.
d) O____________ expressa o assunto que está sendo exposto no mapa.

2) A representação de símbolos abaixo é explicada em qual parte do mapa?



A-(  ) Título
B-(  ) Escala
C-(  ) Fonte
D-(  ) Legenda




3) Observe o mapa de Montes Claros na página seguinte, para responder as questões seguintes: 



4) Faça o mapa de sua casa, com todos os cômodos.

5) faça um mapa do caminho de sua casa até a escola, ou até um lugar que você goste. Este mapa deverá conter pontos de referência.

1)A paisagem NATURAL é o conjunto de elementos formados por:
a)(    ) Prédios, avenidas, Shoppings, viadutos.                              
b)(    ) Lixões, lavouras, indústrias.
c)(    ) Clima, relevo, vegetação e hidrografia ( água).                   
d)(   ) Rios, clubes, plantação de banana.

2) Os pontos cardeais e colaterais são:
a)(   ) Meridional, centro-sul, equador, atlântico
b)(   )Polar, Sul, Setentrional, sertanejo, sulista.
c)(   ) Norte, sul, leste, oeste, sudeste, nordeste, noroeste e sudoeste.
d)(   ) Austral, Sul, sudeste, polar, inverno, equatorial.

Leia atentamente o texto abaixo e responda as questões 5 e 6:
A bússola e o magnetismo terrestre

Nosso planeta é uma espécie de ímã gigante. Um ímã é um objeto capaz de atrair materiais metálicos como o ferro, devido à atuação de um campo magnético.
Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, explica que esse campo é gerado principalmente pelo núcleo do planeta – uma bola de ferro sólida, sob alta pressão e temperatura, que “flutua” no magma (lava em estado líquido).
Segundo o pesquisador, o campo magnético terrestre exerce uma atração sobre materiais magnetizados, e é por isso que, se suspendermos um ímã por um pedaço de barbante, por exemplo, ele se orienta na direção dos polos magnéticos, ou seja, do eixo Norte-Sul.
Por convenção, denomina-se norte do ímã o lado que aponta para o polo norte magnético terrestre e sul do imã o que aponta para o polo sul magnético terrestre.
É exatamente isso o que chamamos de bússola – um ímã orientado no campo magnético terrestre que indica a direção norte ou sul.

3) De acordo com o texto, marque ( V ) para verdadeiro e ( F ) para falso:
a)(      ) Nosso planeta é uma espécie de ímã gigante.
b)(      ) O campo magnético terrestre não exerce uma atração sobre materiais magnetizados.
c)(      ) Para melhor compreensão, chama-se  norte do ímã o lado que aponta para o polo sul magnético terrestre.
d)(      ) Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, explica que esse campo é gerado principalmente pelo núcleo do planeta.
4) Segundo Alexandre Cherman:
a)(    ) A Terra não tem norte magnético.
b)(    ) O núcleo da Terra não exerce nenhuma influencia nos pólos magnéticos da terra.
c)(    ) O campo magnético terrestre exerce uma atração sobre materiais magnetizados.
d)(    ) A bússola sempre aponta o Leste magnético.

5) Observe a gravura abaixo e faça o que se pede:
Marque a alternativa INCORRETA:
a)(   ) O teatro está a OESTE da escola.
b)(   ) O parque está ao SUL do museu.
c)(   ) O aeroporto está ao NORTE do teatro.
d)(   ) O museu está ao SUL do teatro.






terça-feira, 16 de junho de 2020

ATIVIDADES LÍNGUA PORTUGUESA 6º ANO - PROFESSORAS FERNANDA E ZELITA


ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA

PROFESSORAS ZELITA  e FERNANDA

“Nenhum obstáculo pode ser maior que a tua vontade de vencer”

Lembre-se de que o enredo é dividido em orientação (descrições de personagens, espaço, tempo), complicação (desenvolvimento do conflito) e desfecho (solução do conflito)
 (Atenção! Protagonista é o personagem principal; antagonista é o personagem que se opõe ao protagonista; personagem secundário é o de menor importância na história.)
tempo na narrativa pode ser cronológico e psicológico. O tempo cronológico é o que transcorre na ordem natural dos fatos, ou seja, do começo para o final da história. Tempo psicológico é aquele que transcorre numa ordem determinada pelo desejo ou imaginação do narrador ou dos personagens.
 Espaço é onde se passa a ação na narrativa.
 Um fato pode ser narrado sob dois pontos de vista: de um narrador observador, que está fora dos fatos narrados (3ª pessoa), e de um narrador personagem, que participa diretamente da história (1ª pessoa).

Leia a fábula que se segue:

A  ASSEMBLEIA DOS RATOS
       Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.
      Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos miados pelo telhado, fazendo sonetos à lua.
     - Acho – disse um deles – que o meio de nos defender mos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia, e pomo-nos ao fresco a tempo. Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projeto foi aprovado com delírio.
     Só votou contra um rato casmurro, que pediu a palavra e disse: -Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?
     Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se no meio de geral consternação.
    Dizer é fácil; fazer é que são elas!

ATIVIDADE I

1-O texto Assembleia dos Ratos tem quantos parágrafos?
2- Quais os sinais de pontuação que aparecem no texto? O que  cada sinal indica?
3-Por que os ratos se reuniram em assembleia?
4-  No texto os personagens estão mantendo um diálogo constante.
5- Quem participa desse diálogo?
6- Quem amarrou o guizo no gato?

Título da história:

Espaço que ocorreu a História:

Personagens:

Tempo – Quando ocorreu:

Complicação surgida na história:

Ações desenvolvidas pelos personagens em torno da complicação:

Resolução do conflito:

Situação final:

Moral da história:


ATIVIDADE II
Leia a fábula abaixo:
A Cigarra e a Formiga
      Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
      - Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!
      - Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno.
      Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer.
     Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha. A cigarra então aconselhou:
     Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar!           Vamos dançar!
     A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga.
     Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para  ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa.
     A rainha das formigas falou então para a cigarra:
    - Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.
    A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:
    - Hum!! O inverno ainda está longe, querida!
    Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
    Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não  tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
    Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio.
   Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
   Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.
Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.

1.Escreva algumas características de pessoas, que os personagens abaixo relacionados apresentam.
 - Formiga:
- Cigarra

2. Se você estivesse no lugar das formigas, teria agido da mesma forma como elas agiram ou de outro modo?
 3. Toda fábula traz moral, isto é, um ensinamento. Algumas vezes, essa moral nós é apresentada no final do texto, por meio de uma frase. Copie, da fábula que você leu a moral da história.
Para refletir:
Vamos identificar os temas que aparece na fábula que leu. Primeiro vamos saber como identificar os mesmos no texto. Vamos começar: A maioria das fábulas são histórias populares conhecidas por muitas pessoas no mundo inteiro, há muito tempo recontadas de boca em boca, de pai para filho, reescritas e lidas por muita gente, desde a época de ESOPO. Seus temas sobrevivem no tempo, porque tratam indiretamente de problemas humanos da vida comum que se repetem de geração em geração.
ATIVIDADE III
Dos temas abaixo, assinale aqueles que você acha que podem aparecer numa fábula.
 (   ) Os fortes dominam os fracos
(   ) As grandes conquistas de um povo.
 (   ) Os mais espertos é que se dão bem.
(   ) A ingratidão traz prejuízos.
(   ) A vida de uma pessoa famosa.
(   ) Descrições do reino animal.
(   ) Os tolos são enganados.
(   ) Aqueles que se amam vivem felizes para sempre no final.
(   ) A paciência vence obstáculos.
 (   ) Nem sempre o bem vence o mal.
 (   ) Assassinos misteriosos.

2. A maioria das fábulas foram inventadas há muitos anos, você diria que os temas de que elas tratam ainda são atuais? Justifique.
ATIVIDADE IV
Na continuidade vamos conhecer os tipos de situações-problema de uma fábula.
Observe:
1-Marque um X, nos itens que apresentam um problema que poderiam ser contados numa fábula:
 (   ) Duas personagens estão perdidos numa floresta e precisam achar um caminho de volta.
(   ) Uma jóia é roubada durante uma festa de aniversário e cinco personagens são suspeitas do crime.
 (   ) Duas personagens discutem sobre quem é a mais bela.
 (   ) Amigos contam como foram suas férias na fazenda.
 (   ) A personagem pobre se apaixona pela personagem rica.
 (   ) Alguém finge que está doente para conseguir alimento facilmente.
(    ) Uma personagem gulosa, não resistindo ao ver um pote de mel mergulha nele e fica presa.

Para refletir:
A maioria das fábulas apresenta um ou, no máximo, dois acontecimentos com uma situação de conflito, isto é, um problema. Os tipos de problemas podem ser variados. Vamos trabalhar com alguns que mais aparecem nas fábulas. É comum aparecer nas fábulas disputa entre personagens com características opostas(feio/bonito, fraco/forte e outros). Outros problemas comuns:alguém querer enganar o outro para conseguir algo; personagem faz alguma cosia que causa prejuízo para ela mesma; situação de conflito entre o querer e o poder ou conseguir fazer algo e outros.
                                     (Fonte: FERNANDES, M. T. O. S. Trabalhando com os gêneros do discurso.
2-Na fábula, que você leu "A cigarra e as formigas" , qual é o problema vivido pelo personagem?
3-Qual é o resultado final do problema?
4-Marque com um X, que tipo de problema aparece na fábula:
(   ) A disputa entre personagens que se opõem.
(   ) A personagem tem uma atitude que causa prejuízo para ela mesma.
(   ) O conflito entre o querer e o poder conseguir.
(   ) A personagem pretende enganar a outra para conseguir o que quer.

5-Nos dias de hoje, qual seria a profissão da formiga e qual seria e da cigarra?
6-Por que as pessoas trabalham tanto?
7- Você já pensou sobre o seu futuro. Que ideias você tem sobre o trabalho que irá fazer?

ATIVIDADE V

Sugestão:Vídeo:https://www.youtube.com › watch

Após assistirem ao vídeo, respondam as seguintes questões, por escrito:


 OBSERVAÇÃO:
Quem não viu o vídeo e respondeu as questões acima, apenas confira as respostas se foram  coerentes.
 ATIVIDADE VI
Agora leia o conto a seguir:
A menina dos fósforos

                                                                              Tradução: José Joaquim Rodrigues de Freitas

      Estava horrivelmente frio, geava, e era quase noite escura, a última do ano.
      Estava assim escuro e frio, quando caminhava pela rua uma menina com os pés nus e a cabeça descoberta. Tinha calçado chinelas ao sair de casa, mas de que lhe serviram? Eram muito grandes, e tanto, que a mãe as tinha usado até então; demais, a pequena perdeu-as ao atravessar à pressa uma rua, fugindo de dois carros que rodavam com velocidade de pôr medo. Uma das chinelas não a pôde tornar a achar; e a outra apanhou-a um rapaz, e lá foi a correr com ela; até se lembrou que lhe serviria de brinquedo, caso viesse a ter filhos.
      Assim caminhou a menina com os pesinhos nus e roxos de frio. Trazia num avental velho uma porção de fósforos, e na mão um maço deles. Ninguém lhe comprara nada todo o dia, ninguém lhe fizera presente de cinco réis.
      Imagem da miséria, a pobre pequena ia-se arrastando a tremer de frio e fome!
      Os flocos de neve cobriam-lhe o cabelo comprido e louro, que em formosos anéis lhe caía pelo colo abaixo; mas, em verdade, nisto pensava ela!
      De todas as janelas brilhavam luzes; e vinha de lá um delicioso cheiro a ganso assado; era a noite de São Silvestre; e nisto pensava ela!
      A um canto formado por duas casas, uma das quais era mais saliente do que a outra, sentou-se ela, e, como pôde, conchegou-se; meteu bem para dentro os pesinhos, mas ainda mais lhe arrefeceram; e não ousava ir para casa por não ter vendido fósforos, nem arranjado dinheiro.
     Bem sabia que o pai lhe havia de bater, e em casa também estava frio; cobria-a só o telhado, pelo qual o vento assobiava, ainda quando se tapavam os buracos maiores com palha e farrapos.
     O frio quase lhe não deixava mover as mãos.
     Ah! um fósforo podia fazer-lhe bem; se tirasse um do molho, se o acendesse na parede, e se aquecesse a ele os dedos!
    Tirou um. Zahs! Como cintilava, como ardia! Era uma chama quente e brilhante, era uma luzinha; pôs sobre ela as mãos, era uma luzinha maravilhosa. A menina pareceu que estava diante de um grande fogão de ferro todo guarnecido de latão polido. Abençoado fogo, que tão bem aquecia! Mas a chamazinha apaga-se, o fogão desaparece, ficaram-lhe na mão só os restos do fósforo que ardera.
      Acendeu outro na parede, este alumiava e tornava transparentes como um véu os lugares da parede em que os seus raios incidiam: podia assim ver para dentro da sala.
      A mesa tinha uma toalha branca de neve, sobre a qual luzia louça de porcelana; o ganso assado, cheio de maçãs e ameixas secas, exalava deliciosos vapores. E o que ainda era mais belo: o ganso saltava do prato abaixo, cambaleava pelo chão adiante, e vinha até à pobre criança, trazendo no peito a faca e o garfo.
      Lá se apagou o fósforo, e só ficou a parede, espessa, fria e úmida.
      Ela acendeu ainda um fósforo. E eis que lhe pareceu estar sob a majestosa árvore do Natal, ainda maior e mais adornada, que a outra que vira ao través da janela da casa de um rico negociante. Milhares de luzes ardiam nos ramos verdes; e imagens variegadas, como numa vitrina, olhavam para a menina. A pequena estendeu para elas as mãos; e eis que se apagou o fósforo.
      As luzes do Natal subiram mais e mais; pareciam-lhe estrelas no céu; uma delas caiu formando longo rasto luminoso.
      Alguém que morre, disse consigo a menina; porque a avó, única que lhe tivera amor, e que já era falecida, lhe contara que uma alma sobe para Deus, quando uma estrela cai para a terra.
     Acendeu mais outro fósforo; a luz fez-se de novo, e no meio do brilho dela erguia-se a velha avó, tão resplendente e pura, tão cheia de doçura e de amor!
        Minha avó, exclamou a pequena. Oh! leva-me contigo. Eu sei que tu desaparecerás quando o fósforo se apagar. Hás de passar como o fogão quente, como o delicioso ganso assado, e como a grande e majestosa árvore do Natal!
       E rapidamente acendeu todo o molho de fósforos, a fim de ter ali a avó bem segura.
       E os fósforos fulguraram com tal brilho, que havia luz mais viva do que em pleno dia; a avó nunca fora tão alta nem tão formosa: tomou nos braços a menina, e ambas voaram pelas regiões da luz e da alegria até muito alto, muito alto; não havia lá nem frio, nem fome, nem angústia: eram perto de Deus.
      Mas encostada ao canto da parede, quando veio o frio amanhecer, estava a pobre menina com as faces vermelhas e um sorriso nos lábios; matou-a o gelo na última noite do ano velho.
     E o sol do ano novo passou sobre o seu cadaverzinho.
    Imóvel estava a menina: ali estava ela com os fósforos, dos quais havia queimado um maço.
      Ninguém suspeitava quanto ela vira de belo, e em que brilhante região entrara com a avó no dia de ano novo.

1) Quem é o personagem da história?
2) Onde se passa a história?
3) Quando acontece a história?
4) O que acontece na história?
5) Por que acontece?
6) Como termina a história?

Expressões modalizadoras
Observem as afirmativas e os seguintes aspectos analisados sobre elas:

a) qual é o conteúdo propriamente dito da mensagem;
b) de que modo o falante intervém sobre o conteúdo.  

 
 

Afirmativas  1)   Certamente ele trará a encomenda.
                            Seguramente ele trará a encomenda.   

Conteúdo da mensagem: alguém trará uma encomenda.
Intervenção do enunciador: imprime certeza à mensagem por meio dos advérbios ‘certamente’ e ‘seguramente’. Nesse caso, é forte o grau de comprometimento do falante com relação à mensagem.   

Afirmativas  2) Provavelmente ele trará a encomenda.Pode ser que ele traga a encomenda.   

                                                         Ao produzirmos um texto oral ou escrito, 
                                                usamos expressões que podem sugerir o nosso ponto de vista -
                                           reforçando-o ou atenuando-o. Essas expressões são chamadas de 
                                         expressões modalizadoras. Elas podem ser constituías por verbos,
                                         advérbios, adjuntos adverbiais, adjetivos etc.
 
 




              
Observe os enunciados:

Estava horrivelmente frio.O autor potencializa a intensidade do frio.
Mas encostada ao canto da parede, quando veio o frio amanhecer, estava a pobre menina..Ao dizer canto da parede,o autor chama a atenção para a humilhante e triste situação da menina.A escolha do adjetivo pobre, reforça também a ideia da triste situação.
“porque a avó, única que lhe tivera amor..” O que percebemos nesta frase?Podemos dizer que a avó amava a menina,essa informação é clara,Explícita.Já se analisarmos melhor a frase,podemos deduzir que as outras pessoas não amavam a menina.Dizemos assim, que essa informação é Implícita.
Patrícia parou de tomar refrigerante
   A informação explícita é “Patrícia parou de tomar refrigerante”.
 A informação implícita é “Patrícia tomava refrigerante antes”.
Agora, veja este outro exemplo:
      Felizmente, Patrícia parou de tomar refrigerante.
A informação explícita é “Patrícia parou de tomar refrigerante”.
A palavra “felizmente” indica que o falante tem uma opinião positiva sobre o fato – essa é a informação implícita
      Um texto é formado por informações explícitas e implícitas. As informações explícitas são aquelas manifestadas pelo autor no próprio texto. As informações implícitas não são manifestadas pelo autor no texto, mas podem ser subentendidas. Muitas vezes, para efetuarmos uma leitura eficiente, é preciso ir além do que foi dito, ou seja, ler nas entrelinhas. 


ATIVIDADE  VII
 QUAL É A OPINIÃO IMPLÍCITA DO RATO COM RELAÇÃO AO LIVRO?

a)    Interessante, visto que ele não retornou para dar a resposta
b)    Emocionante, pois o simbolo indica que ele está chorando.
c)    Bom, pois a barata está sorrindo no segundo quadrinho.
d)    É cansativo e entendiante, visto que ele pegou no sono.

Leia o texto a seguir.
O corvo e a raposa

O Senhor Corvo estava empoleirado num galho de árvore, com um pedaço de queijo no bico. Comadre Raposa aproximou-se, atraída pelo cheiro. E cumprimentou alegremente o Corvo:
― Bom dia, Mestre Corvo! Como você está bonito!  Acho que nunca vi ave mais bela. Francamente, se a sua voz é tão formosa como a sua plumagem, você é o rei dos pássaros. Ouvindo esses elogios, o Corvo quase estourou de satisfação. E, querendo mostrar que nem mesmo uma bela voz lhe faltava, abriu o bico para cantar. O queijo caiu e mais do que depressa a raposa apanhou-o. Antes de ir saborear o petisco, disse:
 ― Caro compadre, aprenda que todo bajulador vive à custa de quem o escuta. Acho que esta lição vale bem um pedaço de queijo. (GÄRTNER, Hans. Fábulas de Esopo. Trad. Fernanda L. de Almeida. São Paulo, Ática, 1995.)

ATIVIDADE VIII

01. A raposa aproximou-se atraída pelo cheiro

(A) da árvore.          (B) do corvo.       (C) das flores.            (D) do queijo.

02. A Raposa elogiou o Corvo para ele:

(A)abrir o bico e soltar o queijo.   
(C) saber que era admirado por ela.
(B) dar-lhe um pedaço do queijo.   
(D) querer ser amigo dela.

            03. Quem conta a história é:

     (A) o Corvo.       (B) a Comadre.      (C) a Raposa.           (D) o narrador.


CONCURSO TRILHA DA LEITURA

ATENÇÃO, ALUNOS DO ROZENDA!!

VOCÊS FAZEM SUCESSO SEMPRE!!!

CONTAMOS COM A SUA PARTICIPAÇÃO!!!


Com o objetivo de incentivar a leitura em casa, aliando-a à escrita, a equipe do projeto Montes Claros na Trilha da Leitura lança, neste dia 5 de junho, o concurso “Leitura vai, escrita vem – memórias!” neste período de isolamento social e aulas remotas, aproveitando o Dia Mundial do Meio Ambiente, de acordo com as seguintes informações:
1-   A equipe do projeto disponibilizará pdf de livros sobre o tema, além de contação de histórias sobre os mesmos, no blog Educamoc Play a partir do dia 5 de junho. A partir deles e dos poemas sobre memórias, disponíveis no blog trilha da leitura os alunos farão as atividades propostas.


Ensino Fundamental - Anos Finais:

Textos a serem utilizados: Poemas Memórias da Natureza e Memórias do Coração, disponibilizados no blog. Poderão também, como aprofundamento do tema, utilizar a leitura de um livro que aborde a questão ambiental. Sugestões: O menino do dedo verde, de Maurice Druon; Meu pé-de-laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos ou O jardim secreto, de Frances Hodgson Burnett.
Ação: A partir da leitura realizada, fazer um poema de 3 a 5 estrofes, com mínimo de 4 versos cada, destacando o cuidado com o ambiente da sua cidade, para que o mesmo não se transforme em memórias. Enviar no email do trilha da leitura (montesclarosnatrilhadaleitura@gmail.com).
2-  Todos os trabalhos poderão ser enviados até o dia 19/06, sexta-feira.
3-  Os três trabalhos mais significativos de cada segmento receberão em casa, um livro como premiação, a ser entregue pela equipe do trilha da leitura.
Quaisquer dúvidas sobre a execução do trabalho e/ou forma de envio poderão ser enviadas no e-mail ao trilha da leitura ou pelo fone: (38)999154943 falar com Éllen e/ou (38)998393969 falar com Deusdima



“O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe vence campeonatos”. (Michael Jordan)

Mensagem aos alunos

Queridos alunos, Devido ao período de quarentena e necessidade de isolamento social, nossa escola encontra-se fechada até o dia 31/05/20...

Deu ibope!